Programação
A imersão deve ser apresentada como uma atualização científica e prática, centrada no uso complementar da ozonioterapia no manejo da dor. O programa prioriza raciocínio clínico, dosimetria, avaliação crítica das evidências, segurança e documentação, com demonstrações das vias locais e sistêmicas em simuladores e circuitos fechados.
As vias sistêmicas são incluídas para conhecimento técnico, comparação de métodos e análise crítica. A demonstração não representa autorização para uso assistencial, recomendação de rotina ou certificação de competência independente. Não haverá aplicação sistêmica em pacientes durante a imersão.
O desenho proposto combina a tradição científica da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), capítulo brasileiro da IASP, com a atuação prática em Dor. A ozonioterapia é discutida como recurso adjuvante, inserido em um plano terapêutico multimodal e orientado por diagnóstico, risco-benefício e desfechos clínicos.
Multiespecialidades interessados no manejo da dor.
Apresentar os fundamentos científicos, tecnológicos e clínicos da ozonioterapia aplicada ao manejo complementar da dor, associando análise de evidências, segurança, demonstração técnica e tomada de decisão clínica.
Aulas dialogadas e estações práticas. As técnicas invasivas serão treinadas em modelos anatômicos e simuladores. Procedimentos complexos serão apresentados por vídeo, imagem e demonstração docente, respeitando qualificação profissional e infraestrutura.
| Horário | Formato | Conteúdo e atividade |
|---|---|---|
| 8h00-8h15 | Abertura | Retirada de credenciais, abertura, Dr José Oswaldo, Dra. Carla Leal e Dr Wilfredo Urruchi. |
| 8h15-8h45 | Teoria | História da ozonioterapia - Dra. Carla. |
| 8h45-9h45 | Teoria | A molécula de ozonio e seus geradores - Dr Wilfredo. |
| 9h45-10h00 | Intervalo | coffee break |
| 10h00-11h30 | Prática | Pratica e apresentação de geradores. Dr Wilfredo, Dra. Carla. Dr. José Oswaldo e Staffs. |
| 11h30-12h15 | Teoria | Fisiopatologia do Ozonio - Dr. José Oswaldo. |
| 12h15-13h30 | Almoço | Almoço |
| Horário | Formato | Conteúdo e atividade |
|---|---|---|
| 13h30-14h30 | Teoria | Vias de administração do ozônio - Dra. Carla. |
| 14h30-15h30 | Teoria | Toxicidade relacionadas a ozonioterapia, doses de segurança - Dr. Wilfredo. |
| 15h30-16h15 | Teoria | Técnicas locais para dor: aplicação intra-articular, paravertebrais, intradiscais e pontos de gatilho. Principais complicações - Dr José Oswaldo. |
| 16h15-16h30 | Intervalo | Coffee break |
| 16h30-17h10 | Teoria | Autohemoterapia menor e maior. Principais Complicações - Dr. Carla Leal |
| 17h10-18h30 | Prática | Prática de vias de administração. – Dr. José Oswaldo, Dra. Carla e Dr Wilfredo |
| 18h30-18h40 | Encerramento | Encerramento entrega de certificados. |
A inclusão das vias sistêmicas atende ao objetivo de mostrar como essas modalidades são descritas na prática complementar da dor, sem transformar a imersão de nove horas e trinta minutos em curso de habilitação. Cada método deve ser acompanhado de uma leitura crítica da evidência e de sua situação normativa.
| Modalidade | O que será demonstrado | Limite educacional |
|---|---|---|
| Auto-hemoterapia maior | Circuito fechado, recipientes e linhas compatíveis; variáveis de concentração, volume, mistura e tempo; sequência simulada com líquido inerte. | Sem coleta, ozonização ou reinfusão de sangue humano. |
| Auto-hemoterapia menor | Organização dos materiais e simulação do fluxo operacional; discussão dos objetivos propostos e das limitações de evidência. | Sem aplicação intramuscular em participante ou paciente. |
| Insuflação retal | Apresentação do kit, controle de fluxo/volume, lubrificação, posicionamento e medidas de segurança, utilizando simulador. | Sem aplicação em pessoa; discussão crítica do status experimental. |
| Solução salina ozonizada | Montagem do sistema, transferência gás-líquido, influência de concentração, fluxo, tempo, temperatura e decaimento. | Sem infusão; não apresentada como protocolo assistencial autorizado. |
| Sistemas extracorpóreos | Comparação conceitual entre técnicas, componentes, controle de processo e riscos potenciais. | Visão geral, sem operação invasiva ou treinamento de competência. |
A injeção intravenosa direta da mistura gasosa não integra o programa. Além de não constar no escopo clínico autorizado para dor, envolve risco grave e não deve ser confundida com técnicas extracorpóreas nas quais o sangue é tratado fora do organismo.
A Resolução CFM nº 2.445/2025 regulamenta a ozonioterapia como procedimento médico e não medico adjuvante , por via intra-articular, e dor lombar por hérnia de disco, por via paravertebral ou intradiscal. Exige diagnóstico nosológico, equipamento regularizado, registro sistemático dos parâmetros e monitoramento dos desfechos. Os procedimentos em coluna têm requisitos específicos de ambiente, orientação por imagem e qualificação do médico.
As vias sistêmicas não integram essas indicações assistenciais para dor. A nota de esclarecimento do CFM informa que vias intravenosa e retal permanecem experimentais. Por isso, neste programa elas aparecem como conteúdo demonstrativo e crítico, não como treinamento assistencial em pacientes.
A Nota Técnica Anvisa nº 41/2026 orienta que emissores de ozônio sejam previamente regularizados e utilizados exclusivamente nas indicações e condições previstas em suas instruções de uso. Antes de qualquer demonstração clínica, a organização deve conferir a regularização, a finalidade aprovada, os acessórios e os parâmetros do equipamento específico.
Sugere-se pré-teste, pós-teste e checklist de desempenho nas estações. O documento emitido deve ser denominado certificado de participação ou atualização. A comunicação do evento não deve sugerir que nove horas e trinta minutos isoladamente habilitam o participante para procedimentos intervencionistas complexos..
Este documento é uma proposta acadêmica e comercial preliminar. A programação definitiva deve ser validada pelas diretorias e comissões científicas da SBED, pelos docentes responsáveis e pela assessoria regulatória/jurídica do evento, considerando a infraestrutura e os equipamentos efetivamente utilizados.